O comboio 649 parava em todos os apeadeiros e estações, assim como em frente a casa do Sr. Joaquín, para saber se, na viagem de volta, lhe dava jeito que lhe trouxessem mercearias, o jornal e silício para microprocessadores.
Naquela viagem, mais ou menos a meio-caminho entre a quinta e a sexta paragens do percurso, Monika pediu que parassem o comboio imediatamente e que a deixassem sair, uma vez que fora tomada subitamente por uma dúvida acerca do caminho pelo qual seguia a sua vida.
O maquinista acedeu ao seu pedido, Monika saiu do comboio, caminhou alguns metros e sentou-se a reflectir numa paragem de autocarro. E teria chegado a importantes conclusões sobre a sua existência, não tivesse, entretanto, chegado um senhor que lhe contou a emocionante história sobre aquela vez em que saiu de casa para ir com o seu cunhado ao café e, quando deu por si, acabou por ir também a casa de um amigo buscar uma mesa-de-cabeceira.
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