Uma aluna da licenciatura em Engenharia Electrónica enviou um email ao seu professor da disciplina de Automação:
“Caro Professor,
A uma semana do término do prazo para entrega do trabalho final desta disciplina, vivo atormentada por três dúvidas:
- Qual a arquitectura PLC com melhor desempenho?
- Qual a abordagem dos controladores sequenciais em Grafcet mais adequada?
- Como dizer ao meu colega de grupo que ele ainda não conseguiu consolidar a sua receita de massa com atum?
Importa notar que o Professor terá tempo para me responder a estas questões. Bem sei que, enquanto eu atravesso uma fase marcada por uma ponderada reflexão sobre estas questões, o que é próprio dos meus 21 anos, o Professor vive um tempo de aventura, de descoberta, de afirmação e de grande rebuliço recreativo, o que, concedo, é também próprio dos seus 52 anos.
Acrescento, também, que é cada vez menos provável que eu venha a concluir o trabalho antes do término do prazo. Como sabe, eu faço parte do Clube de Robótica, e um dos nossos robôs pediu-me, tendo-me sido impossível recusar, que o acompanhasse num curso intensivo de teatro experimental.
Reforço, contudo, a importância da sua resposta a estas perguntas. Sobretudo, para si, porque é na procura de respostas às questões mais complexas que reside a maior aprendizagem.
Cumprimentos”
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