Myriam, conhecida filósofa, académica e autora de livros de referência na sua área, resolveu dedicar-se à resolução de um problema filosófico que a inquietava desde o início da carreira: por que razão as pessoas, com toda a sabedoria e conhecimento acumulados, juntamente a toda a informação acessível, se revelavam incapazes de decidir, com confiança, que referência de iogurte comprar.
A filósofa tinha já boas bases teóricas reunidas para abordar o problema, quando a realidade se interpôs no seu caminho. Tal sucedeu por via da acção zelosa de um funcionário do Depósito Público de Ideias Inovadoras, que alertou Myriam para o facto de novas ideias não serem aceites entre Junho e Setembro, uma vez que as mesmas podiam deteriorar-se por acção do impiedoso calor do Verão.
Este aviso foi interpretado por Myriam como um desafio. O trabalho avançou sem hesitações, foi entregue a 22 de Maio e celebrizou a ideia fundamental de que era o que faltava que a filosofia se ocupasse de iogurtes.
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