Depois de meses de planeamento, Kaarlo acabava de chegar ao seu destino de sonho: pela primeira vez, estava na cidade onde visitaria uma conservatória do registo civil com cerca de 50 funcionários, mais de 1600 metros quadrados, 20 balcões de atendimento, três áreas de arquivo e uma sala onde os cidadãos podiam reclamar especificamente de restaurantes que punham pão duro no couvert.
As primeiras impressões da cidade confirmaram o que o Kaarlo trazia da sua pesquisa: ali, os turistas podiam esperar total hospitalidade da maioria dos cidadãos. Ao mesmo tempo, deviam esperar antipatia e, até, animosidade, por parte de um grupo que já se manifestara preocupado com a massificação do turismo: os elfos do centro histórico.
Chegado o momento-chave da viagem, Kaarlo sofreu a desilusão de não poder visitar a conservatória do registo civil, que fechou por tempo indeterminado: a máquina de senhas não estava a imprimir a senha 17, saltando da 16 para a 18.
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