No último dia de mudanças, o desânimo de Roland era evidente. Petra, por sua vez, tentava convencer o seu amigo de longa data de que mudar de cidade seria positivo: Roland viveria num ambiente mais tranquilo, estaria a dois passos da praia e poderia escapar a uma entidade com um historial de sucesso na área do crime organizado.
Já na viagem, pararam numa estação de serviço. Enquanto tomava café, Roland propôs a um homem que se encontrava na mesa do lado que trocasse de vida consigo. O homem esteve quase a aceitar, mas acabou por recusar devido ao facto de, na semana seguinte, ter de estar presente numa assembleia de freguesia.
Chegados ao destino, trataram de arrumar os últimos pertences, até terem sido interrompidos pela campainha. Do outro lado da porta, um elemento da entidade que actuava no sector do crime organizado preparava-se levar a cabo uma longa e agonizante exposição sobre como usar a psicologia para manter uma convivência benéfica com vizinhos insuportáveis.
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