Daphne dirigia-se à impressora do escritório, quando Jacques, o seu chefe, a chamou:
— Daphne, era mesmo contigo que eu queria falar.
— Então?
— Tenho um desafio para ti.
— Isso costuma ser armadilha.
— Qual armadilha? Preciso que faças o relatório técnico deste trimestre.
— O relatório técnico? Mas há tanta gente com mais conhecimento do que eu para fazer isso…
— Desta vez, é diferente. Este relatório precisa de uma nova abordagem, de uma compilação de dados mais abrangente e de alguém que estivesse a passar aqui a esta hora.
— A passar aqui a esta hora?
— Sabes quantas pessoas passaram aqui esta manhã?
— Não.
— Sei eu, que estive a deitar conta nisso. Nisso e no armazém daquela empresa ali à frente, que já teve dois camiões a trazerem mercadoria, um estafeta a entregar um caixote e um Sr. que foi lá bater à porta, mas, aparentemente, era engano. Mas, voltando às pessoas que passaram aqui: nenhuma.
— Se calhar, não precisaram de imprimir nada.
— Ou, então, estão acomodadas. Nem se levantam para imprimir um papel. É o estado em que estamos.
— Mas não havia mesmo mais ninguém?
— Olha, havia o Kwesi, mas foi mordido na cantina pela Ekaterine, que, como sabes, é vampira. Agora, em vez de um vampiro, temos dois, mas nenhum é do nosso departamento, alguém que resolva.
— Pronto, eu vou fazer o meu melhor. Mas, se precisar de ajuda, vou chatear-te.
— Acho que não, quinta-feira é o meu último dia.
— Vais embora?
— Vou.
— Para onde vais?
— Vou realizar o meu sonho de criança: abrir uma galeria de escultura dedicada exclusivamente à representação do ténis-de-mesa.
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